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Meios de Comunicação Social em Portugal em dilema entre independência e sobrevivência

4 Novembro 2025
Meios de Comunicação Social em Portugal em dilema entre independência e sobrevivência
Cultura
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A vogal do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) Carla Martins defendeu que os meios de comunicação vivem numa dualidade entre preservar a independência editorial e garantir a sobrevivência económica.
“Os meios de comunicação atuais estão numa encruzilhada entre preservar a independência editorial e garantir a sobrevivência económica”, afirmou a vogal na conferência “20 Anos de Regulação: A Comunicação Social e o Futuro Digital” que decorre em Lisboa.
Por sua vez, o presidente do Portugal MediaLab, Sérgio Gomes da Silva, destacou os desafios associados ao combate à desinformação, algo especialmente desafiante num contexto em que a liberdade de expressão é fundamental.
“Como se pode defender a liberdade de expressão, a liberdade e pluralismo dos meios de comunicação social, ao mesmo tempo que se deve salvaguardar a segurança externa e interna da União Europeia (UE)”, questionou o responsável.
Para Sérgio Gomes da Silva este é um importante desafio sobretudo para o legislador, mas também para quem tem a obrigação de implementar o quadro normativo.
No mesmo painel, a presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), Cláudia Maia, realçou que a Inteligência Artificial (IA) veio mudar o paradigma da informação, agravando as questões financeiras inerentes aos meios de comunicação.
Cláudia Maia recuperou ainda a ideia defendida por José de Azeredo Lopes de que se verifica uma desintermediação perigosa para o jornalismo atual.
“Existem máquinas de comunicação com mais capacidade que determinados meios de comunicação”, afirmou a responsável da Associação Portuguesa de Imprensa (API).
O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luís Filipe Simões, começou a sua intervenção afirmando que não se pode falar de outra coisa que não a sobrevivência do jornalismo, pelo que hoje em dia, o apoio do estado para a sustentabilidade da profissão é essencial.
“Continuar a ignorar a necessidade de proteger o jornalismo para que se aproxime da verdade, levará a um futuro muito negro”, afirmou Luís Filipe Simões, acrescentando: “Ou se apoia o jornalismo ou o jornalismo morre”.
Os oradores participaram no painel “Novo quadro legislativo europeu: desafios à implementação”, que procurou analisar as implicações do novo quadro legislativo europeu para a comunicação social e os principais desafios à sua implementação em Portugal.