O Vitória de Guimarães recuperou esta segunda-feira de uma desvantagem de dois golos e empatou 2-2 em casa do Rio Ave, no jogo que encerrou a 14.ª jornada da I Liga Portuguesa de Futebol.
Os vila-condenses, que vinham de uma derrota em casa do Santa Clara, chegaram ao intervalo a vencer já por 2-0, com golos de Clayton, aos seis minutos, e de Fábio Ronaldo, aos 38, mas os vimaranenses, que também vinham de uma derrota na última ronda em casa do Benfica, reagiram e, no espaço de sete minutos, igualaram, com tentos de Óscar Rivas (51) e Gustavo Silva (58).
Com este empate, o Vitória conservou o quinto lugar e os mesmos cinco pontos de atraso para o quarto, o Sporting de Braga, enquanto o Rio Ave é 11.º, com 16.
“Entrámos bem no jogo, conseguimos chegar à vantagem, mas, depois, devíamos ter definido melhor. O Vitória acabou por ter mais bola, mas, ainda assim, fomos intensos e chegámos ao 2-0.
Na segunda parte, não fomos iguais, faltou-nos essa intensidade, e deixámos que o adversário fizesse rapidamente o empate. Ainda tentámos responder e até criámos algumas chances, mas faltou-nos melhor definição.
É um empate com sabor amargo, fizemos uma boa primeira parte, mas onde o Vitória respondeu bem.
Deixar fugir uma boa vantagem já não é a primeira vez que nos acontece. Tenho de fazer a minha parte e perceber o porquê de isso acontecer. Temos permitido a reação dos adversários. Vamos falar com os jogadores e perceber o que se passa”, disse Petit, treinador do Rio Ave.
“Ao intervalo disse que nos faltava ter mais alma, porque em termos táticos estivemos bem no primeiro tempo.
O Rio Ave em dois remates fez dois golos, aproveitando uma má entrada nossa no jogo. Começámos lentos, mas fomos crescendo, com calma e serenidade, criando situações de golo, inclusive com um golo anulado [a Nélson Oliveira], que, se fosse limpo, mudaria o rumo do jogo.
Depois disso, o Rio Ave voltou a ser eficaz e, no segundo remate que efetuou, fez o 2-0.
Os jogadores sabiam o que nos estava a faltar e, na segunda parte, fomos mais competitivos nos duelos e no posicionamento, conseguindo criar mais perigo.
Tivemos uma segunda parte avassaladora, chegámos ao empate e merecíamos ter chegado o 3-2. Mas, por vezes, o futebol é cruel. Ainda assim, estou satisfeito com a resposta da equipa.
Sinto que são dois pontos perdidos pela qualidade que mostrámos e pelas situações claras de golo que criámos após o 2-2. Os jogadores mereciam mais”, disse Rui Borges, treinador do Vitória de Guimarães.