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Polícia Judiciária deteta alemães proibidos de sair do país em festival neonazi na Póvoa de Varzim

7 Novembro 2026
Polícia Judiciária deteta alemães proibidos de sair do país em festival neonazi na Póvoa de Varzim
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A Polícia Judiciária (PJ) identificou cidadãos alemães que, apesar de estarem proibidos de sair do país, participaram no festival neonazi “Masters of the Sea”, realizado na Póvoa de Varzim. O evento, associado à promoção de ideologias xenófobas, racistas e supremacia branca, reuniu cerca de 200 supremacistas brancos, um número recorde de participantes.
Segundo informações, os cidadãos alemães presentes no festival decorrido no passado fim-de-semana na Póvoa de Varzim tinham sido condenados no seu país por crimes de ódio e estavam sujeitos a restrições que os impediam de participar em iniciativas ligadas à extrema-direita.
A iniciativa foi organizada pelo grupo Blood & Honour Portugal e esteve sob vigilância das autoridades portuguesas, que acompanharam o decorrer do encontro e procederam à identificação de vários participantes. Para além dos cidadãos alemães, estiveram presentes elementos de movimentos neonazis de outras nacionalidades.
A dimensão do evento representa um aumento significativo face à edição anterior, realizada na Maia no ano passado, que não terá reunido sequer 50 participantes. Desta vez, a organização conseguiu juntar cerca de 200 simpatizantes ligados a movimentos de supremacia branca.
Na Alemanha, a legislação prevê a possibilidade de apreensão do passaporte a pessoas condenadas por crimes de ódio, nomeadamente quando se encontram em liberdade condicional ou beneficiam de penas suspensas. Esta medida, aplicada por um período limitado, pretende impedir que os condenados participem em encontros extremistas fora do território alemão.
A restrição pode ser determinada quando existem indícios de que os visados pretendem envolver-se em atos de violência ou em iniciativas de incitamento ao ódio noutros países. Durante esse período, é-lhes atribuído um documento de identificação temporário, que substitui o passaporte.
Nos casos considerados mais graves, as autoridades alemãs podem ainda impor outras medidas de controlo, incluindo a obrigação de comparência regular numa esquadra da polícia.