Última hora

Polícia Judiciária detém homem de 36 anos suspeito de tentar matar mulher em Matosinhos

28 Maio 2026
Polícia Judiciária detém homem de 36 anos suspeito de tentar matar mulher em Matosinhos
Local
0

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem suspeito de tentar matar a mulher na terça-feira em Matosinhos, atingindo-a em várias partes do corpo com um objeto cortante, adiantou hoje esta força policial.
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) referiu que o suspeito, de 36 anos, foi detido fora de flagrante delito na quarta-feira, depois de ter tentado matar a mulher no dia anterior.
Segundo a Polícia Judiciária (PJ), na sequência de uma discussão foram efetuados diversos disparos com uma arma de fogo na rua, tendo, depois, o suspeito agredido a mulher já no interior da casa onde viviam com três filhos menores.
O agressor terá atingido a mulher em diversas partes do corpo com um objeto corto-perfurante, causando-lhe graves lesões, sublinhou a Polícia Judiciária (PJ).
A mulher, que correu perigo de vida, recebeu assistência médica no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, acrescentou a Polícia Judiciária (PJ).
O detido, com antecedentes criminais por crimes contra a vida e a integridade física, detenção de arma proibida e tráfico de droga, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial.
A violência doméstica é um dos crimes mais participados em Portugal, registando números preocupantes. Em 2025, contabilizaram-se quase 30 mil ocorrências (mais de 100 queixas diárias), e 25 pessoas foram assassinadas em contexto de intimidade. Nos primeiros meses de 2026, a violência continuou a afetar milhares, destacando-se uma subida histórica no número de crianças em casas-abrigo.
A PSP e a GNR registaram quase 30.000 participações de violência doméstica, sendo este o crime mais denunciado no País.
Em 2025, registaram-se 25 homicídios em contexto de violência doméstica (a maioria contra mulheres).
A faixa etária mais comum das vítimas situa-se entre os 26 e os 45 anos.
Pela primeira vez em Portugal, o número de crianças acolhidas em casas-abrigo superou o número de mulheres.