A Câmara de Vila do Conde vai reforçar a barreira de contenção de 25 toneladas de areia instalada desde dia 22 na freguesia de Modivas para evitar que um eventual transbordo da ribeira da Lage chegue às casas próximas.
Em declarações, fonte do gabinete de comunicação da autarquia do distrito do Porto explicou que “a barreira vai ser hoje reforçada”, sem conseguir especificar qual a quantidade de areia adicional, uma vez que tal depende da avaliação que vai ser feita no local.
A mesma fonte explicou que a barreira de contenção na freguesia de Modivas, nas proximidades da ribeira da Lage, foi instalada a 22 de janeiro, com 25 toneladas, devido aos avisos de mau tempo existentes na ocasião, para evitar que se repetisse o cenário de novembro, quando várias casas ficaram inundadas.
Em novembro passado, o presidente da autarquia explicou que as habitações mais afetadas foram as situadas nas imediações da ribeira da Lage, que, com o aumento do caudal provocado pela chuva, galgou as margens, derrubou muros e invadiu quintais e habitações.
Muitas das casas ficaram com divisões totalmente submersas, e vários moradores perderam bens essenciais.
O distrito do Porto está sob aviso laranja até às 00:00 de quarta-feira, devido à agitação marítima.
O mesmo aviso laranja está em vigor devido à queda de neve acima de 800/1.000 metros até às 21:00 de terça-feira.
O mau tempo previsto para hoje colocou 14 distritos sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu avisos amarelos apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.
Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes durante a noite de hoje e agitação marítima, que se vai prolongar até quarta-feira, segundo o IPMA.
A neve também é responsável pelos avisos laranja de sete distritos nortenhos: Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortes, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 8 de fevereiro.