Dois tripulantes de um veleiro com bandeira francesa foram hoje auxiliados, ao largo de Vila do Conde, distrito do Porto, depois da embarcação onde seguiam ter ficado sem leme após uma interação com orcas, adiantou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
O alerta para o incidente foi dado pelas 15:50, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), e ocorreu a cerca de 2,5 milhas náuticas (cerca de cinco quilómetros) a oeste-noroeste do porto de Vila do Conde.
Os tripulantes da Estação Salva-vidas da Póvoa de Varzim auxiliaram as duas pessoas que seguiam a bordo do veleiro e que “se encontravam bem fisicamente, sem necessidade de assistência médica”.
“Devido aos danos provocados no leme do veleiro, a embarcação da Estação Salva-vidas efetuou o reboque para a Marina da Póvoa do Varzim, por forma a minimizar o risco para a segurança da navegação”, sublinhou a Autoridade Marítima Nacional (AMN) em comunicado.
O veleiro com bandeira francesa apenas poderá voltar a navegar após ser alvo de uma vistoria, a fim de garantir as condições de navegação, destacou ainda a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Os casos das interações de orcas com embarcações, especialmente veleiros, têm-se repetido frequentemente, pondo em risco os barcos e as pessoas. As autoridades pedem que se evite locais de “ataques” identificados previamente e os especialistas falam de “brincadeiras” de espécimes juvenis.
As orcas costumam interagir com barcos, especialmente veleiros, principalmente por um comportamento lúdico e de curiosidade, e não por agressão ou hostilidade. Os encontros acontecem normalmente junto ao leme das embarcações, que as orcas tendem a abanar, por vezes causando danos ou até o afundamento do barco. Esta interação é atribuída a uma combinação de tempo livre, devido ao aumento de presas como o atum-rabilho, e à natureza social e lúdica das orcas jovens.