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CHPVVC é dos hospitais que apresenta menores taxas de cirurgias feitas e de tempo de espera considerado aceitável

15 Maio 2019
CHPVVC é dos hospitais que apresenta menores taxas de cirurgias feitas e de tempo de espera considerado aceitável
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Em pelo menos seis hospitais do Serviço Nacional de Saúde cerca de um terço das cirurgias realizadas nos primeiros meses do ano passado ocorreram além dos tempos máximos de espera clinicamente aceitáveis, segundo uma análise do regulador.
A Entidade Reguladora da Saúde entende que o incumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos é transversal no Serviço Nacional de Saúde e que afeta “uma parte muito relevante dos utentes atendidos”.
Contudo, a Entidade Reguladora da Saúde detetou “diferenças relevantes entre hospitais ao nível do incumprimento” dos tempos máximos de resposta garantidos, que são os tempos de espera considerados clinicamente aceitáveis e em que o utente deve ter a sua consulta ou cirurgia realizada.
No caso das cirurgias programadas, o nível de incumprimento global foi de 18,5%, mas em pelo menos seis unidades de saúde o incumprimento foi além dos 30%.
O Centro Hospitalar de Leiria, o Centro Hospitalar de Setúbal, o Hospital Garcia de Orta, a Unidade Local de Saúde do Nordeste, a Unidade do Litoral Alentejano e a Unidade de Matosinhos foram as unidades em que mais de 30% das cirurgias programadas se realizaram com tempo de espera superior aos tempos máximos definidos, com algumas unidades a ultrapassarem mesmo os 40%.
O Centro Hospitalar da Póvoa do Varzim e de Vila do Conde, o IPO do Porto e o Centro Hospitalar do Porto são dos que apresentam menores taxas de cirurgias feitas além do tempo de espera considerado aceitável, com menos de 6%.
A análise incluiu também os hospitais do Serviço Nacional de Saúde com gestão privada (no âmbito das parcerias público-privadas), sem que se notem diferenças significativas nesses hospitais.
No Hospital de Cascais, no Hospital Beatriz Ângelo e no Hospital de Braga, a percentagem de cirurgias feitas fora dos tempos máximos de resposta está em linha com várias unidades e situa-se acima da média global de 18,5% de incumprimento.
O tratamento cirúrgico da obesidade apresenta-se como a especialidade com maior percentagem de operações feitas além dos tempos máximos de espera nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, seguida da pediatria, otorrinolaringologia, urologia e ortopedia.
A análise da Entidade Reguladora da Saúde incidiu, no caso das cirurgias, em 44 hospitais do Serviço Nacional de Saúde entre janeiro e final de maio de 2018.