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Um morto e três desaparecidos em naufrágio com barco da Póvoa de Varzim ao largo de Esmoriz

16 Outubro 2018
Um morto e três desaparecidos em naufrágio com barco da Póvoa de Varzim ao largo de Esmoriz
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O barco Mestre Silva, uma embarcação de pesca registada na Póvoa de Varzim, naufragou ontem de manhã ao largo de Espinho.
Um dos cinco tripulantes do barco morreu, outro foi resgatado com vida por um helicóptero da Força Aérea, tendo sido levado para o hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e três estão desaparecidos.
O sobrevivente, de Vila do Conde, é o mestre da embarcação naufragada, que saiu de Matosinhos para a faina na noite do passado domingo, tendo sido recolhido a cerca de 15 quilómetros da costa de Esmoriz, junto dos destroços da traineira.
A traineira Mestre Silva tinha cinco tripulantes, sendo que até ao momento apenas um foi resgatado com vida, avançou o capitão do Porto de Leixões, Rodrigues Campos. Um dos pescadores foi tirado da água já sem vida e três estão desaparecidos.
Pelo que foi possível apurar, o mestre da embarcação é natural da zona piscatória das Caxinas, em Vila do Conde, tal como um dos desaparecidos. Os outros dois desaparecidos, naturais da Indonésia, estariam a trabalhar na empresa desde o início do verão, e a vítima mortal residia na Póvoa do Varzim.
O alerta do naufrágio chegou pelas 9 horas da manhã, lançado pela boia EPIRB, Emergency Position Indicating Rádio Beacons, da embarcação quando a mesma se encontrava a cerca de 10 milhas, perto de 19 km, ao largo de Esmoriz.
O naufrágio terá sido causado por uma vaga inesperada de mar, que virou a embarcação, apanhando a tripulação desprevenida.
“Estariam certamente na faina e o incidente poderá estar relacionado com o mau tempo, mas ainda não temos confirmação”, revelou fonte da Polícia Marítima, adiantando que, para o resgate dos tripulantes, “estão a ser efetuadas buscas com meios aéreos e embarcações do Instituto de Socorros a Náufragos”.
Para já, ainda não são conhecidas as causas do naufrágio e José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, disse que “ainda não se sabe nada”. “Vamos aguardar. Agora continuam as buscas, na esperança de haver mais sobreviventes”.